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Gestão de negócios sem tecnologia: ainda é possível?

Mesmo com o grande volume de dados existentes e a inevitável conectividade global, ainda existem empresas extremamente distantes da tecnologia. Isso não significa que esses negócios estejam impedidos de lucrar, mas, certamente, esses gestores estão perdendo muitas oportunidades de ampliarem seus resultados.

Quando pensamos em tecnologia no universo empresarial, temos a tendência de pensar em softwares. Obviamente, a maioria das aplicações se darão por meio de sistemas, substituindo tarefas e processes repetitivos por automações. Mas a tecnologia também se apresenta em hardware.

Os softwares são a parte imaterial e os hardwares são a parte material. A união dessas duas entidades (coisas físicas e processos virtuais) têm contribuído bastante para o desenvolvimento das empresas.

 

Produção Otimizada

Quando falamos de produção empurrada (produção contínua, sem vínculo direto com pedidos de venda), temos linhas de produção de alto desempenho. Nesse modelo, a inserção de softwares, máquinas e sensores podem garantir redução de perdas, padronização, aumento da capacidade produtiva, aceleração de processos etc.

Por outro lado, quando falamos de produção puxada (produção sob demanda, com vínculo direto com pedidos de venda), temos linhas de produção inteligentes, que precisam de grande integração com a área de vendas para iniciar um processo a partir de uma solicitação.

Além disso, existem as necessidades de conjugação de produtos para que lotes de produtos sejam organizados e produzidos ao mesmo tempo dentro de um período (dia, semana etc) alinhando redução de custos e agilidade. Para solucionar essa integração, um bom software de ERP (Enterprise Resource Planning) torna-se uma ferramenta essencial.

 

Máquina de Vendas

Quem nunca foi incomodado por um anúncio ao navegar pela internet, acessar as redes sociais, abrir a caixa de e-mail ou ao conferir mensagens de texto?

Sim, em alguns momentos é insuportável. Mas acalme-se, pois essas mídias sempre existiram. Elas estão apenas migrando (ou subdividindo-se) entre canais convencionais e plataformas digitais.

As alfinetadas das marcas em nossas mentes sempre ocorreram, mas agora você consegue percebê-las em uma maior intensidade. Isso acontece porque a tecnologia permitiu que anunciantes pudessem encontrar o cliente ideal, enviando uma mensagem única para este alvo sem a necessidade de abrir um comunicado em massa para milhares de clientes e torcer para que alguns deles fossem clientes ideais.

Consequentemente, estes algoritmos reduziram substancialmente o custo dos anúncios e tendem a ampliar ainda mais seus efeitos. Podemos arriscar a dizer que estamos apenas na fase inicial da tecnologia dos algoritmos. Tem muito mais a ser desenvolvido e melhorado.

 

Atendimento Digital

Escolher os filmes da sua TV, conversar com uma caixa de som ou pedir seu jantar com alguns cliques no telefone celular parecia algo distante da nossa realidade em 2010. Mas hoje, são ações que fazem parte da nossa rotina e não imaginamos viver sem essas facilidades.

São apenas três simples exemplos de autoatendimento que substituíram loja física, filas, vendedores, papéis etc.

Em restaurantes das capitais nacionais é comum fazer o pedido pelo cardápio digital em um tablet ou pelo seu próprio smartphone sentado à mesa. Ainda é pequeno, mas crescente, o número de supermercados sem funcionários no salão de vendas onde você escolhe seus produtos e finaliza sua compra ao sair por meio de terminais de pesagem, contagem e pagamento.

Algumas empresas têm errado na dose e causado insatisfação em seus clientes. O atendimento digital precisa ser muito bem estruturado e planejado para que o cliente tenha uma autonomia real e completa ao fazer suas compras de produtos e serviços.

Como as falhas vêm se tornando comum, há quem já criou birra dos terminais eletrônicos e dos atendentes virtuais. Mas a tendência é que todas as vendas simples sejam digitais, pois esse modelo – se bem executado – garante eficiência à parte compradora e amplia a capacidade da parte vendedora. As duas partes ganham.

 

Tecnologia na Gestão

Antes mesmo de um negócio existir, a tecnologia já se mostra uma boa aliada. Ao abrir seu próprio negócio, por exemplo, podemos listar alguns momentos que confirmam essa teoria.

Comecemos pelo plano de negócios, que se dependerá de um bom editor de textos e algumas planilhas eletrônicas dentro de um computador.

Em seguida, você fará centenas de pesquisas acerca de concorrentes, preços, indicadores do setor, fornecedores e prestadores de serviços para compor seu planejamento. Tudo isso será encontrado pelo buscador do Google, que vasculhará arquivos hospedados em websites e servidores em várias partes do mundo. E antes de tirar a sua empresa do papel, você ainda irá realizar uma série de procedimentos burocráticos para constituir o CNPJ, emitir o certificado digital e o alvará de funcionamento. Certamente, essas ações serão iniciadas e finalizadas no universo virtual, em sistemas do governo municipal, estadual e federal.

Enfim, administrar negócios, pessoas e recursos com o objetivo de alcançar metas definidas é algo complexo. E um gestor constantemente fará perguntas repetidas a si mesmo:

Como controlar se todas as áreas estão entregando aquilo que é necessário? Como medir se a produção está performando dentro do ideal? Como saber se os clientes estão satisfeitos? A empresa está com saúde financeiro? E os colaboradores, estão evoluindo?

Uma gestão focada em resultados encontrará todas essas respostas e ainda garantirá um monitoramento constante delas, comparando-as com períodos anteriores e com indicadores padrão do segmento. Inserindo tecnologia nesse processo, essas respostas tendem a ser encontradas com mais agilidade e mais precisão.

E você? Está utilizando a tecnologia a seu favor ou ainda é um gestor à moda antiga?

Artigo escrito por GPME